Dieta gostosa para ficar levinho!
O ponteiro da balança do seu filho está lá no alto? Então é agora mesmo que você precisa fazer alguma coisa!
Embora crianças rechonchudas sejam lindas, esses quilinhos a mais podem ser bastante prejudiciais ao longo do seu desenvolvimento.
Mamães, vovó, toda a família... Que tal arregaçar as mangas e aprender a criar uma dieta gostosa e saudável para seu pequeno ficar levinho, levinho?!
A tal da obesidade infantil
Você pode não saber, mas esses quilinhos a mais, que deixam seu filhote fofinho, são grandes vilões na vidinha dele. Afinal, a obesidade infantil atingiu índices homéricos que a tornaram uma epidemia mundial.
O fato é cada vez mais é oferecida à criança uma alimentação inadequada, rica em calorias, que só tem uma função: prejudicar a saúde!
Por acaso você já parou para pensar sobre que aspectos podem levar uma criança à obesidade infantil?
Em nosso bate-papo com a nutricionista Elizabeth Brauninger e Oliveira descobrimos que a obesidade infantil é causada por um estilo de vida inadequado, onde encontramos hábitos de sedentarismo aliados a uma alimentação desbalanceada.
“Normalmente, os pais imaginam que a criança obesa tem uma doença que causa a obesidade, como um problema endócrino ou genético, mas isso é extremamente raro, ocorrendo em menos de 5% dos casos”, afirma a nutricionista.
Se você é um desses pais, então é melhor rever os seus conceitos e ficar mais atento ao que vai ao prato do seu baixinho. Afinal, “a obesidade prejudica todo o desenvolvimento de uma criança, não só fisicamente, como psicológica, emocional e motoramente”, ressalta Elizabeth Brauninger.
De acordo com a nutricionista, os agravos físicos causados pela obesidade infantil são as doenças associadas à obesidade, entre elas: diabetes, hipertensão, níveis de colesterol elevados, esteatose hepática (gordura no fígado), acantose e estrias (problemas de pele), alterações ósseas (principalmente nos joelhos, tornozelos e coluna).
E os problemas causados pelo sobrepeso também afetam o desenvolvimento psicológico e emocional. Como explica Elizabeth Brauninger, “as crianças obesas apresentam baixa autoestima, distúrbios de autoimagem, timidez, ansiedade e depressão”. Além disso, o aumento de peso e a discriminação da criança levam a prejuízos no desenvolvimento da coordenação motora, fundamental nessa fase da vida.
O tratamento é simples: um dois, feijão com arroz...
A nutricionista revela que, como em qualquer doença, deve-se tratar as causas e não os efeitos. Como sabemos, a causa da obesidade infantil é um estilo de vida inadequado. Sendo assim, “para resolvermos o problema, basta mudarmos esse estilo de vida, com o aumento da atividade física e mudanças dos hábitos alimentares. O mais importante no tratamento é que esse novo estilo de vida seja alcançado não só pela criança, mas por toda a família. Se as mudanças ocorrerem somente com a criança e não com a família, certamente, a obesidade vai retornar em alguns meses”.
Para eliminar os quilinhos em excesso é essencial que o baixinho passe por uma reeducação alimentar e não por uma dieta, afinal são coisas bem distintas.
“Não utilizo o termo dieta para as mudanças propostas na alimentação da criança obesa, pois dieta refere-se a um consumo diário inferior ao recomendado. O que fazemos é orientar uma alimentação saudável com a retirada do excesso de nutrientes que está gerando o excesso de peso”, afirma a nutricionista.
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Pode x não pode
Todo mundo acha que crianças obesas em dieta alimentar precisam cortar de vez o consumo de alguns tipos de alimentos. Mas não precisa ser tão radical. Afinal, para termos uma alimentação saudável devemos somente evitar, ao máximo, os alimentos industrializados por uma simples razão: eles contêm altos teores de açúcares, gorduras, sal, conservantes e/ou corantes.
Além disso, é essencial que os pais evitem as frituras e os molhos à base de queijos e creme de leite, que tornam as preparações muito calóricas.
O baixinho e os adultos devem usar e abusar dos alimentos naturais, que são sempre mais saudáveis! A dica é aumentar o consumo de grãos, carnes, cereais, hortaliças e frutas para garantir o peso ideal e uma saúde de ferro!
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Tudo pode ser gostoso... Até a reeducação alimentar
Pode parecer impossível, mas é possível fazer a reeducação alimentar de uma criança de modo que esta seja saudável, mas também gostosa.
Para Elizabeth Brauninger, “se os novos hábitos alimentares devem durar a vida inteira, eles têm de ser apreciados pela criança e pela família, ou seja, a alimentação deve ser saudável e gostosa ao mesmo tempo. Aumentar o consumo de alimentos saudáveis já apreciados pela criança é um começo, e depois, desenvolver o paladar dela para que se acostume a novos alimentos. As guloseimas não precisam ser excluídas da alimentação, mas é fundamental que sejam controladas. Nenhuma criança, seja ela obesa ou não, precisa comer bolacha recheada, salgadinhos, achocolatados prontos e iogurte todos os dias. Devemos explicar para elas que esses alimentos fazem mal e diminuir esse consumo para, no máximo, uma vez na semana”.
O fato é que é possível criar receitar apetitosas, ao gosto das crianças e, mesmo assim, oferecer um prato saudável e equilibrado.
Segundo a nutricionista, “um dos segredos para tornar o consumo de alimentos saudáveis gostoso para as crianças é o momento de consumi-los. Se a criança estiver sozinha no quarto, assistindo à TV, a probabilidade de ela aceitar um alimento diferente ou um novo tipo de preparação é muito pequena. No entanto, se ela estiver à mesa, junto com a família que também estará comendo o mesmo alimento que ela, conversando com todos e sem assistir à TV, a probabilidade de ela aceitar e gostar desse novo alimento é bem grande. Além disso, podemos ensinar as crianças a prepararem alguns alimentos que elas têm maior dificuldade de aceitação, pois quando fazemos algo, queremos provar como ficou”.
Na alimentação da criança obesa, podemos incluir refeições equilibradas e saudáveis de maneira descontraída como, por exemplo, um sanduíche saudável feito com hambúrguer caseiro, rico em fibras, servido no pão light com alface americana e tomate, assim, a família pode ter um jantar diferente e descontraído sem ter que recorrer ao pedido de uma pizza.
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Delícias gostosas... E saudáveis!
HAMBÚGUER CASEIRO RICO EM FIBRAS
Ingredientes
250 g de carne moída ou frango moído
1 cenoura ralada
1 xícara (chá) de aveia em flocos
1 ovo
1 colher (chá) de manjerona
½ cebola picada ou ralada
1 colher (chá) de sal
Modo de preparo: misture todos os ingredientes e faça pequenos hamburguinhos com as mãos. Grelhe em uma frigideira antiaderente, sem óleo. Sirva com pão light, queijo branco, tomate e alface americana. Ou sirva como acompanhamento do arroz, feijão e salada.
MILKSHAKE
Ingredientes
200 ml de iogurte desnatado natural
1 xícara (chá) de frutas picadas e congeladas ou polpa de fruta congelada
Modo de preparo: bater tudo no liquidificador e servir em seguida.
BOLO DE BANANA COM CASCA
Ingredientes
3 xícaras (chá) de aveia em flocos
1 copo (requeijão) de açúcar mascavo
½ copo (requeijão) de óleo de canola
1 xícara (café) de semente de linhaça
1 colher (sobremesa) de fermento em pó
4 bananas, sendo 2 com casca
200 ml de iogurte desnatado natural.
Modo de preparo: lave bem as bananas. Bata no liquidificador, o óleo, a banana e o iogurte e reserve. Misture bem todos
os ingredientes secos.
Bata com a massa
reservada e leve
para assar em forno
médio por 30/40 minutos.
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Elizabeth Brauninger e Oliveira é formada em nutrição pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). Especializada em saúde, alimentação e nutrição infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).
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