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Dica Leitor

 

Depressão pós-parto A depressão pós-parto é como uma assombração. Surge silenciosamente e ataca até as mulheres que nunca imaginaram passar por isso. Como ela vem? É o que você vai descobrir!

Inimigo invisível

A depressão pós-parto acomete as parturientes imediatamente após o parto, bem como pode se manifestar até meses após o parto. Como a depressão comum, pode ocorrer em níveis diferentes, ou seja, leve, moderada e profunda.

Segundo o psicólogo Salomão Rabinovich, a depressão pós-parto pode ser diagnosticada, a partir de reações e comportamentos da parturiente, do depoimento de familiares e da equipe de saúde. "Sempre precisamos da confirmação de profissionais da área médica, até porque para o tratamento há necessidade de prescrição de medicação específica."

Os sintomas da depressão pós-parto variam muito de pessoa para pessoa. No entanto, o psicólogo explica que alguns sinais são semelhantes ao quadro psiquiátrico da depressão. "Basicamente começa com um quadro de angústia, muito choro, medos e inseguranças sem fundamento lógico. Enfim, todo um contexto dinâmico que não pode nem se deve generalizar".

Salomão Rabinovich ressalta que essas informações servem para orientar os leitores e não gerar mais ansiedade nas grávidas/parturientes. Dessa forma, não comece a temer a ocorrência desse problema. Afinal, nem todos estão dispostos a sofrer de depressão pós-parto!

Um racha na relação mamãe e nenê

Quando a depressão pós-parto não é diagnosticada e tratada corretamente, "os prejuízos emocionais são grandes, tanto para o bebê, quanto para a mãe, que sofre muito, pois há muitos sentimentos paradoxais e antagônicos, o que acaba gerando muita culpa", explica o psicólogo.

Outro aspecto ruim desse problema é que, em alguns casos podem ocorrer desde agressões físicas e verbais contra a criança, bem como a autoagressão, prejudicando muito a relação da mãe com a criança e podendo, inclusive, resultar em acidentes que podem ser evitados com o tratamento da doença.

Por essa razão, Salomão Rabinovich ressalta que "é extremamente importante que a equipe de saúde esteja atenta a todas as manifestações que as parturientes apresentam durante o período em que estão internadas na maternidade", pois esse simples fato pode evitar que a situação fique ainda mais comprometida.

Afastando os fantasmas

Se você ficou preocupada e temendo passar por esse problema, saiba que é possível evitar a depressão pós-parto. De acordo com o psicólogo, "é recomendável que as gestantes, durante os nove meses, façam um tratamento um psico-profilático. Além disso, é importante que os profissionais que as acompanham estejam muito atentos aos menores sinais que possam fornecer indicação de algo diferente quando o bebê nascer".

Agora, se não houve um tratamento para evitar o problema e ele surgir após o nascimento do bebê tudo pode ser resolvido com um tratamento específico.

Salomão Rabinovich explica que o mesmo "deve envolver um médico, de preferência um psiquiatra ou psicólogo. E, acima de tudo deve haver muita compreensão do parceiro e da família, que são fundamentais na recuperação da parturiente, principalmente quando ela foi submetida à cesárea, quando os riscos de desenvolvimento da depressão pós-parto são muito maiores, já que se trata de uma cirurgia e nem mesmo o obstetra pode adivinhar as causas supervenientes ou verificar manifestações clínicas antigas".

É importante que cada vez mais pessoas conheçam o problema, para que possam evitá-lo tornando a chegada do bebê um momento especial e, claro, repleto de felicidade.

Antigamente, questionava-se muito o trabalho do psicólogo do pré e pós-parto. Entretanto, hoje, após muitos anos, valoriza-se muito essa atuação, pois se notou a diminuição do número de ocorrências ou intercorrências do problema. Sendo assim, busque essa ajuda, se achar necessário!

*Matéria sugerida pela leitora Bruna Stamato.
Salomão Rabinovich é psicólogo formado pela Universidade São Marcos. Especializado em psicologia hospitalar, distúrbios psicossomáticos, sexualidade humana e distúrbio do sono. Realiza psicoterapia de apoio com técnicas de terapia breve – trabalho corporal.

 
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