Dican Brinquedos
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Blog dos especialistas
Larissa Fonseca  Pedagoga, psicopedagoga e Psicomotricista em formação
Esses dias deparei-me com uma mãe questionando-me se deveria adiantar seu filho na escola, pois a professora lhe havia dito que seu filho tinha um ótimo raciocínio e montava quebra-cabeças como nenhuma outra criança da sala.

Outra vez, um pai aflito afirmou que a filha dele era mais inteligente do que o normal e ele tinha receio de que ela “emburrecesse” com os coleguinhas da mesma idade.

As crianças de hoje, sem dúvida alguma, recebem estímulos que antigamente não recebiam. Os mesmos são visuais, auditivos, orais, motores etc. Atualmente, as crianças são diferentes das de antigamente.

Mas hoje sabemos que existem as múltiplas inteligências. Diferentemente de antigamente onde só eram considerados o raciocínio lógico-matemático e a oralidade, hoje temos a inteligência linguística, a inteligência musical, a inteligência lógico-matemática, a inteligência espacial, a inteligência cinestésica, a inteligência interpessoal e a inteligência intrapessoal.

Cada ser humano pode ter maior ou menor habilidade considerando todos esses aspectos.

Assim, ao se dizer que uma criança é mais inteligente que a outra, devemos considerar em qual aspecto.

Além disso, na escola, a criança se desenvolve em ao menos seis grandes áreas e não só na matemática ou linguística. Uma criança cujas habilidades matemáticas estão bem avançadas, em vez de simplesmente avançar nesses estudos e desconsiderar seus demais aspectos como socialização, interesses, desenvolvimento motor, emocional etc., deveria ser estimulada a desenvolver essas outras habilidades, ao mesmo tempo que continua explorando seu grande potencial nessa área específica.

O que temos que levar em conta é o desenvolvimento total da criança e não somente em uma área ou outra.

Outro ponto a ser considerado, é que muitas vezes a criança tem uma oralidade muito desenvolvida e a fala aparece bem articulada, mas mesmo assim, a criança continua com as limitações e potencialidades de sua faixa etária e essa oralidade articulada nem sempre é sinônimo de que a criança compreende conceitos mais complexos do que a capacidade de sua faixa etária é capaz de compreender.

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