Dican Brinquedos
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Blog dos especialistas
Larissa Fonseca  Pedagoga, psicopedagoga e Psicomotricista em formação
Passado o período de adaptação, é comum ver crianças voltando a chorar para ir à escola ou reclamar desde casa que não querem vestir o uniforme, colocar sapato, tomar café da manhã ou almoçar etc.

Isso gera uma grande inquietação nas mães que questionam: será que tem alguma coisa errada na escola? Diante desse comportamento das crianças, as mães não hesitam em questioná-los o porquê dessa recusa e sem perceber, acabam induzindo as respostas e até mesmo as ações de seus filhos.

Sem dúvida alguma, devemos sempre prestar atenção naquilo que os filhos nos dizem. No entanto, é sempre fundamental avaliarmos tudo o que está acontecendo na vida da criança para compreendermos com segurança o que exatamente está causando esse desconforto.

Isso porque a criança nem sempre tem clareza do que está sentindo e por que está sentindo. Ao se recusar a ir para a escola, ela não necessariamente está dizendo que não gosta da escola, das professoras, ou que algo ruim esteja acontecendo na instituição. Muitas vezes, podemos perceber que essa recusa em ir para a escola está relacionada a mudanças, por mais simples que sejam, dentro da rotina da criança. A mãe que tem trabalhado até mais tarde, a mudança do berço para a cama, a viagem do pai, a doença de um ente querido, o nascimento de um irmão, a visita de um hóspede em casa, a perda de um brinquedo, a troca da mamadeira pelo copo, a retirada da fralda, entre tantas outras situações que de alguma forma desestabilizam um pouco o dia-a-dia da criança.

A escola passa a ser um elemento que a criança consegue nomear e o usa para tentar demonstrar aos pais que algo a está incomodando. Os pais acabam dando grande atenção à criança quando ela traz essa negação em ir para a escola, e com isso, ela ganha atenção extra.

Ao tentar saber o que de fato tem acontecido, o adulto costuma fazer inúmeras perguntas aos filhos como: “por que você não quer ir à escola?”, “você não gosta da escola?”, “você não gosta da professora?”, alguém está chateando você lá?” etc. Esses tipos de perguntas induzem respostas negativas e essa abordagem só contribui para que a criança continue a usar a escola para tentar expressar seu incômodo e ganhar atenção.

O mais apropriado é primeiramente certificar-se de que não há nada de errado acontecendo na escola. Para isso, agende reunião com a professora do seu filho e com a coordenação da escola para expor o problema e ouvir o que elas têm a dizer. Caso realmente não seja constatado nenhum problema, comece tentando auxiliar seu filho a compreender melhor e nomear seus sentimentos. Quando ele disser que não quer ir à escola diga que a escola é um lugar bacana, onde ele brinca, aprende (aproveite para dar exemplos concretos de situações legais que ele vivencia lá) e imediatamente mude o foco da conversa perguntando se ele está cansado, se ele quer lhe contar algo, se ele está com saudades do papai que está viajando etc. Se a criança externalizar suas angústias e você notar que as mesmas procedem, esclareça com ela toda aquela situação. Se a criança não conseguir exprimir seus sentimentos, converse com ela sobre coisas agradáveis como o livro que está lendo, a cor bonita da camiseta que está usando, o pássaro que está na árvore que estão vendo pela janela etc. Às vezes, a criança só está querendo um pouco de atenção.

Contato:

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